Gaivotão-real

Nome científico: Larus marinus

Espécies marinhas

Família laridae

Fenologia

Continente
Invernante
Madeira
Acidental
Açores
Invernante

Estatuto de conservação

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Continente
NE
Madeira
NA
Açores
NE
UICN Global
LC
Ilustração da espécie

Dados

Continente

Frequência de Ocorrência

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Mapas

Ocorrência | Primavera

Escala

Valor mínimo:

Valor máximo:

Apresentação

Distribuição, movimentos e fenologia

O gaivotão-real nidifica desde o extremo noroeste da Rússia, incluindo a Escandinávia e as costas do mar Báltico, o Reino Unido, a Irlanda e o noroeste de França, passando pela Islândia e pelo sul da Gronelândia, até às costas atlânticas do Canadá e do norte dos Estados Unidos (del Hoyo et al. 1992). No Inverno, as suas populações mais setentrionais migram para latitudes mais amenas, constituindo Portugal o limite sul da área de distribuição europeia (del Hoyo et al. 1992). Em Portugal continental distribui-se por toda a costa, frequentando principalmente a metade norte do país, até ao estuário do Sado (Catry et al. 2010a). A espécie ocorre a partir de meados de setembro, sendo a maioria das aves observada no período de invernada (Noticiários Ornitológicos; Catry et al. 2010a). Existem também observações de indivíduos não reprodutores durante os meses de primavera e de verão (Leitão et al. 1998; Catry et al. 2010a). No mar parece ser mais frequente no outono e na primavera. Recapturas de indivíduos anilhados indicam que as aves que chegam a Portugal são na sua generalidade provenientes de colónias europeias, como as da Irlanda ou do norte de França (Harris 1962; Bernis 1967), mas também já foi observada no norte do país uma ave proveniente do Canadá (Catry et al. 2010a). A presença da espécie é regular em todas as ilhas dos Açores, em números reduzidos e sobretudo durante a época não reprodutora (Birding Azores 2014).

Abundância e evolução populacional

A espécie é muito escassa no nosso país, podendo a sua abundância estar dependente do rigor dos invernos no norte da Europa. As observações desta gaivota têm vindo a aumentar no continente e nos Açores (Noticiários Ornitológicos) possivelmente fruto do maior número de observadores. Globalmente, a tendência da espécie tem sido de ligeiro aumento, com as populações americanas a permanecerem estáveis (Delany & Scott 2006). No entanto, em algumas populações europeias importantes, como as do Reino Unido, tem sido registado um declínio progressivo, sobretudo nos últimos anos (Taylor & Tipling 2014).

Ecologia e habitat

Fora da época de reprodução, esta gaivota observa-se frequentemente em bandos mistos com a gaivota-d’asa-escura, o que por vezes dificulta a sua deteção. É normalmente observada a repousar em praias de areia, no litoral rochoso ou em zonas portuárias, ocorrendo por vezes ao largo sobre a plataforma continental (Catry et al. 2010a). O gaivotão-real é uma espécie oportunista tendo por isso uma dieta variada. Nas zonas de reprodução esta pode incluir pequenos peixes, ovos, aves juvenis ou adultas, pequenos mamíferos, insetos ou até animais mortos e lixo orgânico (del Hoyo et al. 1992).

Ameaças e conservação

Não são conhecidas ameaças específicas para esta gaivota nas nossas águas. Sendo uma espécie de hábitos oportunísticos, poderá ser localmente afetada pela proibição das rejeições provenientes de barcos de pesca (Taylor & Tipling 2014). O seu recente declínio no Reino Unido fez com que cessassem medidas de controlo populacional sobre esta espécie, como o abate e a destruição de ninhos mediante licença (Taylor & Tipling 2014). Na Dinamarca, é considerada uma espécie cinegética (Bregnballe et al. 2006).

Autor

Meirinho et al. 2014